Com patrocínio da Petrobras, a programação gratuita no Centro Cultural São Paulo se soma ao maior investimento na preservação e extroversão do acervo desde a aquisição pela Secretaria Municipal de Cultura, em 2011

Programação Completa

Saraus

SARAU PETROBRAS CULTURAL | Cordas dedilhadas antigas – Com Joabe Guilherme e mediação de Alexandre Ribeiro 

Podcasts

LANÇAMENTO PODCAST “Ronoel Simões: a singularidade do violão brasileiro”

Um show especial do Duo Siqueira Lima, com projeção audiovisual idealizada pelos VJs Scan e Achiles Luciano a partir das raridades da Coleção Ronoel Simões, inicia em 26 de abril as atividades do projeto “Ronoel Simões: a singularidade do violão brasileiro” que conta com saraus, mesas de debate, podcasts, oficinas e visitas educativas no Centro Cultural São Paulo para prestigiar e debater a importância deste acervo que remonta a história do violão dedilhado do século XX.

Com patrocínio da Petrobras por meio da Lei de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet e Ministério da Cultura e realização da Associação dos Amigos do Centro Cultural São Paulo (AACCSP) em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura, além da programação que celebra esse patrimônio histórico-cultural de relevância internacional, o projeto viabilizou a adequação de uma sala exclusiva para a coleção, a aquisição de arquivos deslizantes e está realizando o tratamento, digitalização e catalogação de mais de 3 mil itens sonoros que integram a Coleção, tornando-os acessíveis a pesquisadores e público geral.

O investimento soma-se a outros já realizados pela Petrobras ao longo dos últimos 20 anos no Centro Cultural São Paulo, equipamento multidisciplinar referência na cidade, como a construção da rampa que liga o centro cultural ao metrô Vergueiro,  ações de preservação, informatização, digitalização de acervos e coleções únicas no país, gravações sonoras e audiovisuais, edições de partituras, apresentações musicais inéditas, entre outras ações.

A Coleção Ronoel Simões

A Coleção Ronoel Simões, acervo especial pertencente à Discoteca Oneyda Alvarenga do Centro Cultural São Paulo, reúne amplo conjunto documental e musical coletado durante aproximadamente 70 anos pelo próprio Ronoel Simões (1919-2010), violonista e pesquisador reconhecido mundialmente pela sua atuação no meio violonístico e pela reunião de um dos mais importantes arquivos musicais sobre o instrumento.  

Ronoel Simões foi personagem que ao longo de décadas viabilizou o acesso a materiais para estudantes, profissionais e diletantes, fomentou novas produções, realizou saraus, produziu conteúdo para os veículos de comunicação disponíveis à época, dentre outras atividades. As preciosidades de seu acervo (que inclui documentos de Agustín Barrios, Américo Jacomino, o Canhoto e Aníbal Augusto Sardinha, o Garoto), motivaram consultas ao acervo por pesquisadores brasileiros e estrangeiros. O acervo, vasto, único e representativo, se destaca inclusive pela variedade da tipologia documental reunida, e figura entre os mais volumosos conjuntos documentais sobre o assunto. O resultado da atuação e empenho de Ronoel Simões como colecionador e profundo conhecedor do violão teve tal proporção que seu nome – e legado – representa, sem dúvidas, a grande fonte documental sobre o violão no século XX, no período precedente à era da Internet. 

A Coleção Ronoel Simões está sob a guarda do Centro Cultural São Paulo e integra as coleções especiais do acervo da Discoteca Oneyda Alvarenga. A instituição tem dedicado inúmeros esforços para o processamento e salvaguarda de seus variados tipos documentais, dentre eles, discos de acetato, 78 rpm, 45 rpm, discos compactos, LP em 33 rpm, fitas magnéticas de rolo, fitas k7, fitas VHS, Cd’s e Dvd’s, além de partituras, álbuns, métodos, álbuns com recortes de jornais, fotografias, periódicos, catálogos, livros, entre outros.

A Discoteca Oneyda Alvarenga

A Discoteca Oneyda Alvarenga, antiga Discoteca Pública Municipal de São Paulo foi fundada em 1935 pelo então Diretor do Departamento de Cultura da cidade de São Paulo, Mário de Andrade, sendo dirigida por Oneyda Alvarenga desde sua fundação até o final da década de 60 do século XX.

A Discoteca empreendeu importantes trabalhos relacionados às primeiras políticas de preservação do patrimônio cultural brasileiro, colhendo e registrando músicas, danças e outras manifestações culturais de inúmeras localidades do Brasil por meio de discos, fotografias e filmes. O trabalho de maior fôlego ficou conhecido como Missão de Pesquisas Folclóricas (1938), ocasião na qual a equipe formada por Luís Saia (arquiteto e chefe da Missão), Martim Braunwieser (maestro),  Benedicto Pacheco (técnico de som) e Antônio Ladeira (auxiliar) registrou manifestações populares e religiosas das regiões dos estados de Pernambuco, Paraíba, Ceará, Piauí, Maranhão e Pará. 

Um dos acervos mais importantes para a cultura brasileira e considerado Patrimônio Histórico da Humanidade pelo Programa Memória do Mundo da UNESCO (2009), é um centro de informação especializado em música, com composto de música popular, folclórica e erudita, de procedência nacional e estrangeira, disponível para consulta e audição.

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