SEMANA DO CIRCO

II Edição Mostra Estados da Palhaçaria

Teatro – 21/03 a 10/04

Integrando a macro oficial: Semana do Circo, a II edição da Mostra Estados da Palhaçaria, idealizada pela Curadora de Teatro Gui Miralha, dá continuidade à investigação sobre as múltiplas possibilidades da linguagem do palhaço na cena. Reunindo os espetáculos Ordinários (LaMínima); Eu, Migo e Meu Umbigo (O Bando Pero no Mucho); Não Aprendi Dizer Adeus (Bárbara Salomé); Na Lona de Benjamim (Coletivo Catappum) e Tarântula Transita (Vulcanica Pokaropa), a mostra articula
diferentes possibilidades da palhaçaria, do humor físico à memória do circo teatro, da imaginação infantil à crítica social, evidenciando a potência da figura do palhaço como mediadora de temas sensíveis da condição humana. Ao reunir artistas e coletivos com pesquisas singulares, a curadora propõe um panorama que celebra a diversidade da cena circense e reafirma o palhaço como capaz de transformar fragilidades, conflitos e lembranças em encontro, riso e reflexão.

Ordinários na II Edição

21 e 22/03

  • Sábado às 20h e Domingo às 19h
  • Espaço Cênico Ademar Guerra
    Sala Jardel Filho
  • Classificação indicativa: 14 anos

Ordinários narra a história de três soldados que, depois de uma longa e angustiante espera, enfim recebem uma missão. Ao avançar para o território inimigo, no entanto, percebem que escondem segredos uns dos outros e que são inadequados para a guerra. Mas, afinal, quem é adequado para a guerra?

Eu, Migo e Meu Umbigo na II Edição

26 e 27/03

  • Quinta e Sexta às 16h
  • Espaço Cênico Ademar Guerra
  • Classificação indicativa: Livre

Eu, Migo e Meu Umbigo é um espetáculo infantil que convida o público a entrar no universo da imaginação a partir do corpo, do jogo e do encontro. Sem o uso da palavra falada, a cena se constrói por meio da linguagem não verbal, do humor físico e do gesto, criando uma comunicação sensível e acessível para crianças e adultos. Suspiro, um palhaço, e sua mala repleta de lembranças, interagindo com mundos a sua volta, depara-se com o lixo interior que foi varrido para debaixo do tapete de memórias. O espetáculo busca de forma simples mostrar a vida de um palhaço, até que o passado vem a tona para se resolver e grita aos olhos do público palavras inversas: “só o Amor cura”.

Não Aprendi Dizer Adeus na II Edição

28 e 29/03

  • Sábado às 20h e Domingo às 19h
  • Espaço Cênico Ademar Guerra
  • Classificação indicativa: 16 anos

Leila Simplesmente Leila está entre a vida e a morte. Ao tentar fugir do que te espera, ela acaba trazendo uma convidada inesperada para a noite. De maneira atrapalhada e divertida, Leila tenta de mil formas escapar do inevitável. Ao lidar com seu apego, convida o público a fazer o mesmo e, como num ritual, tentarão juntos aprender a dizer ‘adeus’.

Na Lona de Benjamim na II Edição

02 e 09/04

  • Quintas, às 20h
  • Sala Jardel Filho
  • Classificação indicativa: 14 anos

Uma trupe de palhaçaria do futuro viaja tempos e espaços do passado em busca da herança de Benjamim, encontram uma velha lona de circo, onde existe um morador desmemoriado que não lembra sobre a sua história, muito menos a de Benjamim.

Com samba, músicas do congado mineiro, folias de reis, mágicas, números cômicos, teatro de revista, rádio novela e melodrama, a trupe embarca nas memórias do circo-teatro brasileiro em busca da herança de Benjamim.

Tarântula Transita na II Edição 

03 e 10/04

  • Sextas, às 20h
  • Espaço Cênico Ademar Guerra
  • Classificação indicativa: Livre

O espetáculo Tarântula Transita é uma fábula sobre sonhos, onde quatro amigas passam por diversas adversidades e conflitos para chegar na tão sonhada ascensão que desejam e para isso vão precisar da ajuda do público. A história é contada através da comicidade, bambolê, malabares, mágica, manipulação de bonecos trazendo o público para um universo lúdico. A história do espetáculo surge baseada em estudos feitos sobre a Operação Tarântula, que aconteceu no final da ditadura militar no Brasil e tensiona essa realidade que está no passado, mas que se faz tão presente.

Cinema – 07 e 08/04

  • Circuito Spcine Lima Barreto
  • Grátis
  • Retirada de ingressos na bilheteria física do CCSP, 1h antes de cada sessão
Compondo a ‘II Edição – Mostra Estados da Palhaçaria’, ao lado da curadoria de teatro, o cinema amplia o olhar sobre a presença do palhaço, destacando sua força expressiva na tela. Desde os primórdios, figuras cômicas e poéticas permeiam os filmes, como nas performances inesquecíveis de Charles Chaplin e Buster Keaton. Então, para celebrar o palhaço, a curadoria de cinema exibe um pequeno panorama de filmes que trazem o palhaço e suas manifestações, em grandes clássicos, reunindo obras de Victor Sjöström, Federico Fellini, Buster Keaton e Ingmar Bergman.
Célio Franceschet, Curador de Cinema

O Palhaço na II Edição Mostra Estados da Palhaçaria

de Victor Sjöström
He Who Gets Slapped, Estados Unidos, 1924, 1h 12min
Elenco: Lon Chaney, Norma Shearer, John Gilbert

07/04

  • Terça às 17h
  • Classificação 14 anos

Após ter suas descobertas científicas roubadas pelo Barão Regnard — que também foge com sua esposa — o pesquisador Paul Beaumont é humilhado publicamente diante da Academia de Ciências. Arrasado, ele abandona sua identidade e passa a trabalhar em um circo como “He”, o palhaço que provoca risos ao ser continuamente esbofeteado. No picadeiro, Paul se apaixona por Consuelo, jovem amazona também desejada pelo barão que destruiu sua vida. Quando descobre que ela está prestes a ser forçada a um casamento por interesse, Paul confronta seu antigo algoz em uma sequência trágica envolvendo um leão, culminando em sua última apresentação e em um desfecho marcado por sacrifício e redenção.

Os Palhaços na II Edição Mostra Estados da Palhaçaria

de Federico Fellini
I Clowns, Itália, 1970, 1h 32min

07/04

  • Terça às 19h30
  • Classificação 14 anos

Meio documentário, meio fantasia, o filme investiga a fascinação humana pelos palhaços e pelo universo circense. Fellini revisita memórias de infância marcadas pelo assombro e encanto diante do circo, enquanto percorre Itália e França com sua equipe em busca dos grandes palhaços europeus. A narrativa mistura entrevistas, números circenses encenados e trechos de arquivo, desfazendo fronteiras entre realidade e ficção. O filme culmina em um grandioso “funeral de palhaço”, uma despedida simbólica e exuberante de uma arte em transformação.

Sherlock Junior na II Edição Mostra Estados da Palhaçaria

de Buster Keaton
Sherlock Jr., 1924, Estados Unidos, 45 min, Livre, DCP
Elenco: Buster Keaton, Kathryn McGuire, Joe Keaton, Ward Crane
Elenco: Lon Chaney, Norma Shearer, John Gilbert

08/04

  • Quata às 17h
  • Classificação 14 anos

Um projecionista de cinema e aspirante a detetive é injustamente acusado de roubar o relógio do pai de sua amada. De volta ao trabalho, adormece durante a projeção e sonha que entra na tela, tornando-se o detetive Sherlock Jr., o segundo maior do mundo. A partir daí, vive uma série de aventuras surrealistas com mudanças de cenário instantâneas e acrobacias impressionantes. Considerado uma das obras-primas da comédia silenciosa, é famoso por seus inovadores efeitos especiais e pelas perigosas acrobacias realizadas pelo próprio Keaton, que fraturou o pescoço durante as filmagens sem perceber na época.

Noites do Circo na II Edição Mostra Estados da Palhaçaria

de Ingmar Bergman
Gycklarnas afton (Sawdust and Tinsel), 1953, Suécia, 93 min, 14 anos, DCP
Elenco: Åke Grönberg, Harriet Andersson, Anders Ek, Gudrun Brost, Annika Tretow

08/04

  • Quarta às 19h30
  • Classificação 14 anos

No interior da Suécia, uma decadente companhia circense se prepara para mais um espetáculo. O diretor Albert (Åke Grönberg) vive uma relação conturbada com sua jovem amante Anne (Harriet Andersson), que se deixa seduzir por um ator local. Enquanto isso, o palhaço Frost (Anders Ek) carrega a humilhação de ter sua esposa banhando-se nua com soldados. Bergman entrecruza material e imaterial em um dos filmes mais expressionistas de sua carreira, com fotografia de Sven Nykvist que explora forte contraste entre luz e sombra para emoldurar a desesperança, a humilhação e as angústias dos personagens . Um estudo pessimista e verdadeiro sobre relações humanas, insegurança e a miséria existencial dos artistas mambembes.