Destaques do CCSP para abril, com festivais, filmes, shows e peças teatrais

Por Alexandre César | Redação CCSP | Fotos: Arquivo pessoal

27/3/2026

Acorda, São Paulo, acorda! Março chegou ao fim, e com ele as novidades do Oscar, mas agora, o mês de Touro vem com tudo, pois vem aí o Abril pra Dança, com atrações em toda a cidade, e o Centro Cultural São Paulo (CCSP) não poderia ficar de fora. Além disso, a casa oferece outros eventos do Cinema, Contação de Estórias, Música e outros movimentos artísticos. Esta é uma grande oportunidade para você, que é amante da 2ª Arte, conhecer e prestigiar renomadas companhias que estão na programação do CCSP. Calce suas melhores Sapatilhas, exiba seus mais brilhantes Tutus, vista sua indumentária mais confortável, afinal: Vou te mostrar o meu Mundo, vou te tirar pra dançar…

Claquete: Os Melhores do Oscar 2026

Em nossas salas de Cinema, acontece, até 05.04, Os Melhores do Oscar 2026, que é a exibição dos filmes que concorreram ao maio prêmio da Academia neste ano. Dentre todos, destaque para O Agente Secreto, grande esperança brasileira, mas que acabou sem ganhar uma só estatueta, contrariando a opinião de especialistas, cineastas e críticos de todo o Mundo. Na lista, estão as seguintes obras: Bugonia; Se Eu tivesse Pernas, Eu te Chutaria; Arco; Pecadores; Hamnet: A Vida Antes de Hamlet; A Voz de Hind Rajab; Foi Apenas um Acidente; Valor Sentimental; Marty Supreme; A Hora do Mal; e Uma Batalha Após a Outra. Conheça a programação completa, dias e horários no site do CCSP.

Em Cartaz: Na Lona de Benjamim na II Edição – Mostra Estados da Palhaçaria (02 e 09 de abril às 20h) – Sala Jardel Filho

Uma trupe de palhaçaria do futuro viaja tempos e espaços do passado em busca da herança de Benjamim, encontram uma velha lona de circo, onde existe um morador desmemoriado que não lembra sobre a sua história, muito menos a de Benjamim. Com samba, músicas do congado mineiro, folias de reis, mágicas, números cômicos, teatro de revista, rádio novela e melodrama, a trupe embarca nas memórias do circo-teatro brasileiro em busca da herança de Benjamim. A programação completa e a indicação etária para o espetáculo podem ser acessados no site do CCSP.

Papiro: O Lustre – Clarice Lispector (Rio de Janeiro, Editora Agir, 1946)

A dica de livro desta semana é O Lustre, segundo romance de Clarice Lispector, que este ano está comemorando 80 anos. Aguardado com muita expectativa em sua época, O Lustre foi considerado uma decepção pelos críticos dos jornais quando chegou às livrarias, pois segundo eles, estava longe da obra anterior da escritora, Perto do Coração Selvagem (1943), que conquistou entusiastas logo em sua estreia. Tal qual várias obras de outros renomados autores, O Lustre ganhou a apreciação de novos leitores décadas depois de seu lançamento, mas, ainda mantêm-se como um dos livros menos comentados da escritora ucraniana radicada no Brasil. Clarice Lispector é, sem dúvida, uma autora que vale a revisitação, que tal ‘dar luz’ ao O Lustre e procurá-lo na Biblioteca do CCSP? Venha nos visitar.

 

Revistinhas: Os Cretinos Não Mandam Flores – Raquel Córcoles e Ester Córcoles (Espanha, Editora L&PM, 2015)

Aqui, a recomendação é para as meninas mais grandinhas. Os Cretinos Não Mandam Flores é um Graphic Novel infanto-juvenil em forma de manual de sobrevivência para garotas, sobre relacionamentos. Essa é uma HQ com ilustrações e textos divertidos em situações em que garotas podem passar ao longo da vida. Nesta obra, La Moderna, alter ego da autora Raquel Córcoles, passa por experiências e transições quando sai de sua cidade no interior e vai para uma grande capital, lá, encontra vários ‘cretinos’ que não estão interessados em relacionamentos duradouros, embora lhes prometam o mundo e o amor eterno.

 

Para os meninos de ontem lembrar, e os de hoje para conhecer, recomendamos o menino que criou o clubinho que quase todos os garotos gostariam de participar: Bolinha, do clubinho onde Menina Não Entra. Conhecido no Brasil como Bolinha França, e no original Tubby Tompkins, o garoto faz parte da Turma da Luluzinha, criação da cartunista norte-americana Marjorie Henderson Buell. O menino gordinho, comilão e líder de uma gang de garotos da década de 1940. Bolinha surgiu em 1946, vestido como os garotos da época, shorts acima dos joelhos, paletó, gravata borboleta e chapéu de marinheiro. Em sua imaginação, ele é um ‘presente dos céus às garotas bonitas’ ao passo que não permita de modo algum que alguma faça parte do clubinho, uma casinha de madeira num terreno baldio. Em várias ocasiões, Bolinha e sua turma metem-se em confusões com seus rivais, a Turma da Zona Norte, e acabam recorrendo justamente às meninas, principalmente à Luluzinha para livrar sua cara.


Um Momento de Cultura
:

Não Põe a Mão
Não ponha a mão
No meu violão
Não ponha a mão
No meu violão
Você pode sambar, se quiser
Com aquela mulher
Mas por favor, não ponha a mão
No meu violão
Não ponha a mão
No meu violão
Se você pedir eu dou
Um cigarro pra fumar
Converso com aquela mulher
Se você quiser sambar
Se você quiser dinheiro
Também posso emprestar
Faço qualquer sacrifício para poder agradar
Mas por favor
Tira a mão daí, tira mão daí
Se você pedir um
Se você quiser dinheiro
Também posso empresar
Faço qualquer sacrifício para poder agradar
Mas por favor, não ponha a mão
No meu violão
Não, não, não, não ponha a mão
No meu violão
Já disse, Zé
Não põe, não ponha a mão
No meu violão
Tira a mão daí, tira a mão daí
Do meu violão
Vai desafinar, Zé
O meu, o meu, o meu violão
Tira, tira a mão daí, tira a mão daí
Tira a mão daí
Olha, hein, mão

 

Canção de Arnaud Canegal, Péricles Simões Mutt e Buci Moreira, interpretada pela ‘Bossa Negra’, Elza Soares, justamente no ano de 1962, quando a Seleção Brasileira de Futebol sagrou-se bicampeã da Copa do Mundo no Chile, e a cantora assumiu seu relacionamento com o astro daquele time, o ponta-direita Garrincha. Não Põe a Mão foi um tremendo sucesso, tanto que figurou uma das canções que apareceu no filme O Vendedor de Linguiça (Amácio Mazzaropi, 1962), mas nem assim foi capaz de apagar a má impressão do público quando Garrincha e Elza assumiram o romance, pois o jogador era casado, e isso foi um grande escândalo e impensável em 1962. Ao interpretar Não Põe a Mão, Elza faz aqueles inesquecíveis rasgos de voz que a deixaram famosa como uma das intérpretes mais talentosas e versáteis da Música Popular Brasileira.

*imagens ilustrativas

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