Público cai na dança e rende-se ao som do ritmo jamaicano em plena terça

Por Alexandre César | Redação CCSP | Fotos: Acervo pessoal

29/01/2026

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Dia chuvoso e frio na Capital Paulista, nesta terça-feira, 27, o público ignorou o clima adverso e compareceu em bom número para curtir o show da Banda Maga Rude, único conjunto de SKA no Brasil que é formado inteiramente por mulheres. Com letras recheadas de tons de feminismo, resistência e antirracismo, as meninas fizeram um tremendo sucesso dançante na Sala Adoniran Barbosa, onde até crianças pequenas divertiram-se com o ritmo jamaicano.

Com lenços nos cabelos ao estilo da campanha das mulheres operárias durante a II Guerra Mundial, do qual ficou famosa a operária Naomi Parker Fraley, que ilustrou o pôster “Rosie the Riveter” (Rosie, a Operária) com o slogan “We Can do It” (Nós Podemos Fazer isso), as garotas do Maga Rude foram alegria do público e das crianças que não pararam de dançar durante o show.

Somos a primeira e até o momento, a única banda feita apenas por mulheres que toca SKA, esse ritmo que é tão contagiante e alegre. Além de mensagens de uma conscientização e de luta contra o preconceito às minorias, gostaríamos de apelar para a criação de mais conjuntos musicais formados por mulheres, que as minas peguem seus instrumentos e toquem a música que mais gostam, pois há espaço para todos. Nossa marca é a Resistência, não só pelo fato de sermos a única banda feminina nesse ritmo, mas a gente veio do Punk, já conhecia algumas meninas do cenário e outras foram chegando através de um pedido no Facebook, resolvemos ir para um ritmo onde poucos tocavam e escolhemos pelo SKA. “Ah, vamos mudar, vamos fazer uma onda diferente”, foi o que falamos na época. Escolhemos o nome da banda por causa do movimento Rude Girl, que também tem os Rude Boys, SKA, desses ritmos jamaicanos, e também influência do movimento Skinhead. Estamos dando recado nas letras, não é? O rude e as mensagens de luta em nossa música – afirmou Cami Brandão, vocalista do grupo.

De fato, ouvir SKA ao vivo no Brasil está cada vez mais difícil, pois o ritmo ganhou forma nas décadas de 1980 e 90, mas foi decaindo nos anos seguintes. Por isso, muitos saudosos compareceram ao show desta noite no CCSP.

Eu vim porque eu fui ver a programação, vi que tinha um grupo de SKA, gosto bastante do estilo, vi que era um grupo só de mulheres, isso me chamou bastante a atenção, isso me deu vontade de vir prestigiar a banda. Não sei se se compara com outros grupos de SKA, mas elas cantam e denunciam problemas de racismo, dos direitos das mulheres… Eu acho que é muito importante a música, enquanto expressão de cultura, trazer elementos sociais, trazer alguma forma de reflexão, que são questões presentes na sociedade desde sempre – salientou o servidor público Gian Carlos Ferreira.

Para a eletricista Safira Luna Domingos, é um prazer seguir a banda, que já a conhece faz algum tempo.

Faz um ano que eu conheci o grupo, e o fato de ser um conjunto formado só por mulheres foi o que mais me chamou a atenção. Foi a Maga Rude que me introduziu no SKA, e por ser um ritmo dançante, contagiante, o que eu adoro, acabou me prendendo e me apaixonando pelo estilo – afirmou Safira.

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