até 12/07

  • Terça a Domingo das 10h às 20h
  • Piso Flávio de Carvalho
  • Classificação indicativa: livre
  • Gratuito, sem necessidade de retirada de ingressos

O artista João Cândido da Silva (Campo Belo, MG, 1933) é conhecido principalmente por alguns caminhos abertos ao longo de suas mais de nove décadas de vida e quase seis de produção artística. Nos anos 50 foi co-fundador da escola de samba Unidos do Peruche, uma das mais tradicionais do país e foi artista expositor no período áureo da Praça da República, em meados das décadas de 60 e 70. Sobretudo, é conhecido pelo profundo interesse na cultura popular e suas manifestações, expresso em pinturas de cores vibrantes e traço característico. Em geral, as cenas pintadas por Cândido são criações do artista, imaginadas a partir do seu repertório e vivências em festas populares e no interior de terreiros de umbanda.

Entre as 36 obras presentes na mostra, 15 pinturas feitas por João Cândido entre 2018 e 2024 sintetizam o sentido da visualidade popular em sua produção. Além dessas, há 10 pinturas feitas entre março e abril de 2026 para esta exposição, acompanhadas por duas xilogravuras inéditas e matrizes, datadas de 2021, bem como um estudo para xilogravura, estudos para pinturas, um pilão esculpido em madeira, datado da década de 80, e o disco “No Choro”, do violonista Dilermando Reis, lançado em 1978, com a capa feita por Cândido. Na exposição, uma rara pintura de sua mãe, a artista Maria Trindade Almeida Silva, demonstra a ancestralidade do olhar de Cândido para a cultura e sua herança na pintura.

O programa Monográfica, da Curadoria de Artes Visuais do CCSP, é o ciclo de exposições individuais dedicado à reflexão sobre a produção contemporânea brasileira, e apresenta, a cada edição, um recorte consistente da trajetória de um(a) artista em atuação – desde a virada do século XXI.