O PRISMA se concentra no encontro entre som, corpo e território”, reflete Marcos Guzman, idealizador e curador do projeto, cuja produção executiva é de Tatiana Farias. “Pensamos a curadoria em parceria com nomes e iniciativas que levam para o mesmo espaço pessoas de diversas origens, linguagens e repertórios. O objetivo é promover o contato presencial e físico entre o público e o ‘diferente’, longe do som padronizado ou do vício da novidade rápida das redes sociais. É através do convívio e da abertura para o novo que aprendemos a ser mais tolerantes, plurais e acessíveis”, explica. Longe da lógica tradicional de pista, a proposta constrói uma atmosfera pautada pela relação com o corpo e pela presença. A condução sonora privilegia trilhas majoritariamente lentas, etéreas e atmosféricas, enquanto o espaço reservado para as performances abre margem para o experimentalismo, transitando livremente entre a intensidade, a visceralidade e o silêncio. A programação integra música, artes performáticas, cinema e moda autoral em um fluxo contínuo e sem divisões rígidas entre palco, pista e plateia .”