São Paulo – A capital tropicalista


Detalhes do Evento


O CCSP comemora os 50 anos da Tropicália em São Paulo com exibição de documentários, exposição, rodas de escuta e conversa com convidados.

ARTES VISUAIS

São Paulo – A capital tropicalista
de 6/4 a 6/5/18 
O sistema de vídeo-mapping a ser usado na exposição pretende reproduzir, em alguma medida, uma experiência tropicalista – canções que se constituem num desenrolar de imagens, nascidas da justaposição de objetos e desejos. Um dos mais importantes VJs do país, com trabalhos realizados para grandes audiências, como o da abertura das Olimpíadas do Rio, Spetto criou um vídeo de 12 minutos especialmente para a exposição, a partir da preciosa trilha sonora do período. Esse vídeo será projetado simultaneamente em 13 anteparos, com cerca de três metros de altura cada um – criando cenários distintos, de realidade e sonho, em que o visitante poderá circular entre imagens de época, as espaçonaves e guerrilhas do final dos anos 1960, até filmes e fotos dos artistas em grandes performances. Se os tropicalistas queriam usar toda a tecnologia então disponível nos seus arranjos, montagens e instrumentos elétricos, a exposição pretende apresentar o que existe de mais avançado hoje, nas técnicas conhecidas como “projecionismo”.
curadoria: Isa Pessoa – criação audiovisual: VJ Spetto

abertura: dia 6/4, sexta, às 19h
terça a sexta, das 10h às 20h; sábados, das 11h às 18h; e domingos e feriados, das 10h às 18h – livre – Sala Tarsila do Amaral
grátis – sem necessidade de retirada de ingressos

 

CINEMA

Cinema Tropicália
dia 5/4/18
Serão exibidos dois documentários sobre os grandes artistas que fizeram parte do movimento tropicalista nas décadas de 1960 e 1970. Repletas de imagem de arquivos, essas obras são verdadeiras viagens no tempo e contam com relatos de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Rita Lee e Torquato Neto.

quinta, às 17h30 e 19h30 – Sala Lima Barreto (99 lugares)
R$2,00 – a bilheteria será aberta uma hora antes da primeira sessão do dia (consulte a programação completa das duas salas de cinema do CCSP no site Circuito Spcine)

17h30
Tropicália
(direção: Marcelo Machado, 2012, 87min, DCP)
Uma análise sobre o importante movimento musical homônimo, liderado por Caetano Veloso e Gilberto Gil no final dos anos 1960. O documentário resgata uma fase na história do Brasil em que cena musical fervilhava e os festivais revelavam vários novos talentos. Ao mesmo tempo, o Brasil sofria com a ditadura no poder, o que fez com que Caetano e Gil fossem exilados do País.

19h30
Torquato Neto – todas as horas do fim
(direção: Eduardo Ades, Marcus Fernando, 2017, 88min, DCP)
Documentário sobre a trajetória de vida do poeta, cineasta, compositor e jornalista Torquato Neto. O longa-metragem acompanha da infância do artista, em Teresina, sua cidade natal, até seu aniversário de 28, quando tirou sua própria vida após deixar colaborações indeléveis em movimentos artísticos como a Tropicália. O ator Jesuíta Barbosa dá vida a poemas e outros escritos de Torquato.

 

CONVERSAS

Conversa sobre Tropicália
dia 6/4/18
com: Cacá Machado (historiador e músico)

sexta, às 18h – 60min – livre – Espaço Mário Chamie (Praça das Bibliotecas)
grátis – sem necessidade de retirada de ingressos

Tom Zé – São Paulo na época do Tropicalismo
dia 6/4/18
Um dos protagonistas da Tropicália, Tom Zé conversa com o diretor do CCSP, Cadão Volpato, sobre a São Paulo da época do Tropicalismo.

sexta, às 20h – 60min – livre – Sala Adoniran Barbosa (622 lugares)
grátis – sem necessidade de retirada de ingressos

 

RODAS DE ESCUTA

Panorama do Movimento Tropicalista 1968-1986
dias 14 e 15/4/18
A partir de material guardado no Arquivo Multimeios, as entrevistas Panorama do Movimento Tropicalista 1968 – 1986, realizadas por Augusto de Campos com Gilberto Gil, Torquato Neto e Caetano Veloso em 1968 (que deram origem ao livro O Balanço da Bossa, de Augusto de Campos), e por Cid Campos com Tom Zé e Augusto de Campos em 1986, realizaremos duas rodas de escuta em formato radiofônico na Discoteca Oneyda Alvarenga. Com mediação de Cid Campos, serão ouvidos trechos do material em áudio e texto dessas entrevistas, além de músicas do universo da Tropicália, suas referências, inspirações e criações (João Gilberto, Jimi Hendrix, Beatles, composições da Tropicália, como Roberto e Erasmo Carlos e mais). O músico, compositor e pesquisador Cid Campos realizou as entrevistas de 1986 e fez a pesquisa e documentação deste material.
com: Cid Campos (músico, compositor e produtor musical)

sábado e domingo, das 15h às 16h – Discoteca Oneyda Alvarenga (30 pessoas, por ordem de chegada)
grátis – sem necessidade de retirada de ingressos

Ilustração de capa: Beatriz Simões