Mostra Jorge Sanjinés: um cinema junto ao povo


Detalhes do Evento

Este evento irá acabar em 03 dezembro 2017


de 28/11 a 3/12
A Mostra Jorge Sanjinés: um cinema junto ao povo pretende difundir o trabalho cinematográfico comunitário indígena boliviano para um público amplo e plural e construir espaços de formação que coloquem em debate a proposta de uma cinematografia voltada para realidade social indígena.
Jorge Sanjinés (La Paz, 1936) é cineasta, professor e escritor de longa trajetória, tendo sido o primeiro cineasta boliviano a incorporar as línguas Quéchua e Aymara nos filmes do país. Realizou mais de uma dezena de longas-metragens, foi diretor do Instituto de Cinematografia Boliviana e também um dos fundadores do movimento cinematográfico Nuevo Cine Latinoamericano, no Festival de Viña del Mar de 1967, no Chile.

Sala Lima Barreto (99 lugares)
grátis – a bilheteria será aberta às 14h para retirada de ingressos das sessões do dia

PROGRAMAÇÃO

dia 28/11 – terça
17h Revolução+Ukamau
19h Yawar Malku

dia 29/11 – quarta
17h A coragem do povo
19h O inimigo principal

dia 30/11 – quinta
17h Insurgentes
19h A nação clandestina

dia 1º/12 – sexta
15h Ukamau
17h Juana Azurduy, guerrilheira da pátria
19h As bandeiras do amanhecer

dia 2/12 – sábado
15h Revolução+ Yawar Malku
17h Conferência 50 anos do Nuevo Cine Latinoamericano e o cinema “junto ao povo” de Jorge Sanjinés
com: María Aimaretti, professora Doutora de História do Cinema Latino-americano e Argentino da Universidade de Buenos Aires (UBA), e Yanet Aguillera, professora Doutora do curso de História da Arte da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).
19h A nação clandestina

dia 3/12 – domingo
15h Coragem do povo
17h O inimigo principal
19h As bandeiras do amanhecer

SINOPSES E FICHAS TÉCNICAS

As bandeiras do amanhecer
(Las banderas del amanecer, 1982, 76min)
diretor: Jorge Sanjinés, Beatriz Palacios – roteiro e montagem: Jorge Sanjinés – fotografia: Jorge Sanjinés e Eduardo López – câmera: Jorge Sanjinés e Eduardo López – música: Marcelino Quispe – produção executiva: Beatriz Palacios
Documentário sobre a luta popular que possibilitou a recuperação do processo democrático – interrompido pelo golpe militar do coronel Natush, em 1979 – e a tomada do poder pelo general García Mesa, apenas um ano depois. Acompanhando os eventos, o filme aborda o alto grau de consciência social e política do povo da Bolívia.

A coragem do povo
(El coraje del pueblo, 1971, 90min)
direção e montagem: Jorge Sanjinés – roteiro: Oscar Soria – música: Nilo Soruco – fotografia: Antonio Eguino
Em 24 de junho de 1967, seria realizado um amplo encontro operário para discutir o apoio que seria dado à guerrilha, que estava lutando em Ñancahuazú, na Bolívia. Na noite de São João, o exército boliviano invadiu o acampamento mineiro Siglo XX e assassinou dezenas deles. Trata-se de uma reconstrução fiel do fato verídico, encenado por sobreviventes do massacre.

O inimigo principal
(El enemigo principal/Jatun Auk’a, 1973, 103min)
direção: Jorge Sanjinés – roteiro: Jorge Sanjinés e Oscar Zambrano – produção: Marita Barea – música: Camilo Cusi,
Selección de música popular boliviana – fotografia: Hector Rios, Jorge Vignatti
Baseado em fatos reais ocorridos nas montanhas do Peru, o filme reconstrói a história de um grupo de guerrilheiros que julgam e executam Gamonal Carrillos e seu capataz, autores de abusos atrozes e crimes contra os membros de uma comunidade quechua andina. Quando os guerrilheiros deixam a comunidade, se deparam com a repressão militar.

Insurgentes
(2012, 83min)
direção, produção, roteiro e montagem: Jorge Sanjinés – direção de fotografia e câmera: Juan Pablo Urioste – direção de som: Luis Fernando Bolivar – música: Cergio Prudencio – direção de arte: Serapio Tola – produção executiva: Victoria Guerrero
Por meio da reconstrução de momentos históricos cruciais da luta dos povos indígenas da Bolívia, o filme retrata a recuperação da soberania massacrada pela colonização espanhola. O filme resgata a história da luta de heróis indígenas até o momento atual, em que pela primeira vez um indígena ocupa a presidência da república.

Juana Azurduy, guerrilheira da pátria grande
(Juana Azurduy, guerrillera de la pátria grande, 2016, 103min)
direção e roteiro: Jorge Sanjinés – direção de fotografia: Cesar Pérez – música: Cergio Prudencio – correção de cor/efeitos especiais: Cristobal Infante
O filme aborda o encontro entre os libertadores Simón Bolívar e Antonio José de Sucre, na cidade de Chuquisaca, em novembro de 1825. Naquela época, Juana Azurduy se encontra na pobreza e narra a história de vários dos heróis montoneros da Guerra Republicana, inclusive sua própria experiência durante os 16 anos de luta contra os colonizadores espanhóis.

A nação clandestina
(La nación clandestina, 1989, 128min)
direção, roteiro e montagem: Jorge Sanjinés – produção: Beatriz Palacios – música: Cergio Prudencio – fotografia: Cesar Pérez
Sebastián Mamani retorna à sua comunidade aymara de origem, da qual foi expulso tempos atrás. Durante sua viagem de volta, relembra seu passado, carregando uma ghipa, grande máscara nas costas, para dançar até a morte. Um ritual de expiação pelos pecados que causaram seu exílio, forma de renascimento de sua identidade cultural perdida.

Revolução
(Revolución, 1963, 10min)
direção, fotografia e montagem: Jorge Sanjinés – argumento: Oscar Soria e Jorge Sanjinés – produção: Ricardo Rada – música: Atahuallpa Yupanqui
Revolução mostra as condições de vida miseráveis da grande maioria dos habitantes da Bolívia e as manifestações dos trabalhadores que sofrem com a repressão policial.

Ukamau
(Así es/É assim, 1966, 72min)
direção, roteiro e montagem: Jorge Sanjinés – produção: Nicanor Jordán Castedo – música: Alberto Villalpando – fotografia: Hugo Roncal, Genaro Sanjinés
Uma jovem camponesa aymara é estuprada e assassinada por um comerciante mestiço. Antes de morrer, consegue dizer o nome do assassino ao marido, que aguarda um ano até o dia da vingança, um duelo até a morte. O filme é uma metáfora sobre a recuperação da soberania indígena.

Yawar Malku
(Sangre de Cóndor/Sangue de condor, 1969, 70min)
direção e montagem: Jorge Sanjinés – produção: Ricardo Rada – música: Alfredo Domínguez, Ignacio Quispe e Alberto Villalpando – fotografia: Antonio Eguino
Em uma comunidade Quecha, uma equipe da agência estadunidense Corpos da Paz se dedica a esterilizar jovens camponesas sem o seu consentimento. Ignacio, chefe da comunidade, descobre o crime que esterilizou sua própria esposa e se junta à comunidade para cobrar justiça. Inspirado em fatos reais, a repercussão do filme levou à expulsão dos Corpos da Paz da Bolívia.