Centrífuga


Detalhes do Evento


novembro e dezembro de 2018
Centrífuga é um projeto acalentado pelo Centro Cultural São Paulo desde que começamos. Como a ideia principal sempre foi o intercâmbio entre todas as curadorias, nada melhor que um evento desse porte, um motor capaz de criar aqui dentro aquilo que será exposto para o lado de fora (o lado de fora sendo aqui mesmo, no prédio do CCSP). Um festival gestado aqui mesmo.
E feito de coisas simples. O motor parte de uma pergunta sobre o processo criativo: Como você faz isso? E cada uma das curadorias, com a ajuda de artistas e personalidades que escolhemos, responde.
A curadoria de artes visuais produziu, com diversos artistas, um material inspirador para as portas de nossos banheiros. São poemas, desenhos, o que vier. Chama-se, simplesmente, Porta de banheiro. O teatro traz um trabalho intitulado Black Brecht, que percorrerá as nossas dependências com um texto e uma concepção provocativos. A curadoria de cinema homenageia um grupo histórico de fantásticos curtametragistas dos anos 90, o Paraísos Artificiais, que revive seus melhores momentos com debates e exibição dos filmes. O pessoal desta superprodutora vai responder à pergunta primordial (Como você faz isso?) voltando ao passado.
A Cia do Tijolo, sugerida por nossa curadora de teatro infantojuvenil Lizette Negreiros, cria um imenso Coral Cênico que você encontrará por aí, em nossa casa. Lizette tem ela mesma uma experiência a contar sobre esse grupo.
Nossa Ação Cultural traz o fabuloso artista Andrés Sandoval pilotando um grupo de ilustradores cuja missão é transformar em flipbooks aquilo que nossos dançarinos fazem diante dos reflexos dos corredores. Como você sabe, uma das grandes atrações do CCSP são esses dançarinos-por-conta-própria, que vão do K-pop ao hip-hop e ao clássico com a mesma desenvoltura.
Já a curadoria de Literatura preparou um corpo a corpo dos escritores com seus leitores. Eles autografam os livros e olham nos olhos do seu público. Enquanto isso, a música providencia uma incrível troca de experiências numa oficina de MC e percussão sob o comando do rapper Kamau e do percussionista Ari Colares, que se apresentam na mítica Sala Adoniran Barbosa.
Tudo acontecendo ao mesmo tempo, nesse mesmo instante, tudo partindo de dentro para fora, do Centro Cultural São Paulo para o seu público, sem dúvida o mais dinâmico da cidade. Um movimento de Centrífuga para encerrar 2018 com chave de ouro.

Cadão Volpato
Diretor do CCSP

AÇÃO CULTURAL

Dança e Desenho
dias 1º e 2/12/2018
com: Andrés Sandoval
A intervenção artística Dança e Desenho tem como objetivo convidar o público a elaborar desenhos a partir das coreografias praticadas nos espaços de convivência do CCSP. Usando o elemento básico do desenho, a linha, o participante criará formas em movimento que interpretem estas danças no papel.
Estas traduções gráficas de danças praticadas no CCSP — break, k-pop, samba, entre outras— serão realizadas em formato flipbook, que consiste num conjunto de imagens organizadas em sequência, em geral no formato de um livreto que, ao ser folheado, produz um efeito de movimento nas imagens.
Durante a atividade, serão oferecidos ao público exemplos destes livretos com as danças representadas, com o objetivo de guiar as criações gráficas a serem feitas pelos usuários. Os participantes poderão desenhar suas próprias sequências coreográficas usando flipbooks e interagir com uma peça gráfica semelhante ao mutoscópio, criada especialmente para apresentar as sequências previamente desenhadas.
Antecessor do cinema moderno, o mutoscópio é um dispositivo que contém uma sequência de imagens impressas em papel, colocadas num carretel ou tambor, que ao ser ativado por meio de uma manivela produz um efeito de movimento. Criado em 1894, o dispositivo é um espécie de cinema mecânico que permite traduzir ao papel o efeito de movimento de maneira analógica.
com: Andrés Sandoval (artista gráfico baseado em São Paulo, graduou-se em arquitetura pela Universidade de São Paulo e desenvolveu grande parte de seu trabalho em livros. Desde 2006, ele ilustra a seção Esquinas na revista brasileira Piauí . Também cria padrões e desenhos para marcas como L’Occitane e Coca-Cola . Ele desenhou paredes murais em espaços públicos e privados. Seus desenhos foram publicados pela Companhia das Letras, pela Cosac Naify , pelo Planeta Tangerina e pela revista The New Yorker, entre outros)

sábado e domingo, das 10h às 18h – 480min – livre – Áreas de Convivência
grátis – sem necessidade de inscrição nem retirada de ingressos

 

ARTES VISUAIS

Porta de banheiro
de 29/11 a 16/12/2018
Porta de banheiro público também é lugar de comunicação. Quem não fica retido ali nos grafitos de banheiro? Inspirada nessa comunicação intimista a exposição se propõe a apresentar escrituras visuais para além do imaginário de portas de banheiro. Esta mostra coletiva expõe de modo duplicado trabalhos dos artistas Adalgisa Campos, Alexandre Alves, Ana Santos, Danielle Fonseca, Evandro Prado, Genilson Soares, Gsé Silva, Helô Sanvoy, Icaro Lira, Maria Vaz Valente, Moisés Patrício e Walter Silveira, entre outros.
curadoria: Maria Adelaide Pontes

terça a sexta, das 10h às 20h, sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h – livre – Praça das Bibliotecas e portas de banheiro do CCSP
grátis – sem necessidade de retirada de ingressos

 

CINEMA

Mostra Paraísos Artificiais
de 28/11 a 1º/12/2018
A mostra é uma retrospectiva da produtora criada majoritariamente por alunos da ECA-USP, que atuou entre os anos de 1992 e 1996. Os sócios Christian Saghaard, Débora Waldman, Marcelo Toledo, Paulo Sacramento e Paolo Gregori realizaram diversos curtas-metragens experimentais no período menos prolífico do cinema brasileiro. No início dos anos 1990 houve o fechamento dos órgãos cinematográficos em atividade (Concine, Embrafilme e FCB), caracterizando toda produção nacional da década como o período da “retomada” do cinema brasileiro.
A mostra vai trazer para discussão a importância da formação de grupos cinematográficos focando na produção do curta-metragem. Serão exibidos os filmes dirigidos pelos integrantes da produtora Paraísos Artificiais, alguns no formato de película 16mm e 35mm, além de haver um debate com os realizadores Paolo Gregori, Marcelo Toledo e Christian Saghaard, mediado pela cineasta Carolina Ghidetti, autora da pesquisa Paraísos Artificiais: Novos rumos em tempos de crise, realizada durante a graduação de cinema sob orientação de André Gatti.

Sala Lima Barreto (99 lugares)
grátis – a bilheteria será aberta uma hora antes da primeira sessão do dia (consulte a programação completa das duas salas de cinema do CCSP no site Circuito Spcine)

PROGRAMAÇÃO

dia 28/11 – quarta
17h Kyrie; Noite final menos cinco minutos (de Debora Waldman); Ave; Juvenilia (de Paulo Sacramento)
19h invasores (de Marcelo Toledo)

dia 29/11 – quinta
17h O Palco; Sinhá Demência e outras histórias; Meressias (de Christian Saghaard)
19h Demônios; O fim da picada (de Christian Saghaard)

dia 30/11 – sexta
17h Mariga; Que fim levou a mocinha da sauna mista; Atrás das grades; Feijão e o sonho (de Paolo Gregori) + Conversa entre Paolo Gregori e Paulo Sacramento
20h Sessão com sonorização ao vivo de Paulo Beto dos filmes: O Portal; Ave; Cinema; Juvenilia; Riocorrente (de Paulo Sacramento)

dia 1º/12 – sábado
16h Debate com Christian Saghaard, Marcelo Toledo e Paolo Gregori, mediado por Carolina Ghidetti, autora do artigo científico Paraísos Artificiais: Novos rumos em tempos de crise
19h Corpo presente (de Paolo Gregori e Marcelo Toledo)

 

LITERATURA

Batida gráfica
de 29/11 a 1º/12/2018
Workshop que propõe que os participantes criem peças impressas com os equipamentos disponíveis no CCSP. Serão três dias de imersão, com orientação teórica e prática, em que o processo será compartilhado com o público, a partir da exposição dos trabalhos que será montada no sábado, na Praça das Bibliotecas do CCSP. O primeiro dia da oficina será de planejamento da exposição, introdução ao curso e às primeiras experimentações. O segundo dia será de testes práticos e seleção dos trabalhos produzidos e o terceiro dia será a instalação da exposição na Praça das Bibliotecas.
com: João Varella e Cecília Arboleda

quinta e sexta, às 19h; e sábado, às 14h – 180min (a cada encontro) – 16 anos – Folhetaria (15 vagas)
inscrições: enviar e-mail para dgmelo@prefeitura.sp.gov.br – seleção: por ordem de recebimento de e-mail. Os selecionados receberão confirmação por e-mail

Como você faz isso? – Conversa com escritores
dia 1º/12/2018
Escritores e ilustradores contarão um pouco sobre os seus processos de criação, autografarão os seus livros e conversarão com o público.
mediação: Ronaldo Bressane – elenco: André de Leones, Gustavo Pacheco, Julia de Carvalho Hansen, Luli Penna, Marcelo D’Salete e Marcelo Montenegro

sábado, às 18h – 120min – livre – Espaço Mário Chamie (Praça das Bibliotecas)
grátis – sem necessidade de retirada de ingressos

 

MÚSICA
Como você faz isso? – MC + percussão
de 29/11 a 2/12/2018
Novos rappers e percussionistas se encontram sob a tutela do instrumentista Ari Colares e do MC Kamau, para criar uma apresentação inédita de rima e percussão em frente ao público. Serão dois dias de preparação, um ensaio aberto e uma apresentação – tudo feito na frente da audiência.

quinta e sexta, das 14h às 20h – Sala de Ensaio 2; sábado, das 15h às 18h, e domingo, das 18h às 20h – Sala Adoniran Barbosa
grátis – a bilheteria será aberta duas horas antes do início da apresentação para a retirada de ingressos, que não estarão disponíveis na internet – cada pessoa poderá retirar um par

 

TEATRO

Canto coral – Cia do Tijolo
dias 1º e 2/12/2018
William Guedes, diretor musical da Cia do Tijolo, coordenará uma vivência de canto coletivo, abordando a atuação musical por meio da voz. Os participantes se reunirão em um grande coro para a montagem de um repertório musical. Isso motivará o estudo da técnica vocal e a pesquisa em torno das potencialidades expressivas da voz.

sábado, das 15h às 18h (estudo na Sala de Ensaio 2) e às 19h (intervenção no Foyer) e domingo, das 16h às 17h30 (estudo na Sala de Ensaio 2) e às 18h (intervenção na Biblioteca) – público: pessoas maiores de 18 anos
inscrições: de 13 a 30/11, enviar e-mail para cantocoral@gmail.com, com nome completo, endereço, idade, telefone para contato, informando – se souber – classificação vocal (soprano, contralto, tenor ou baixo) – informações: 3397-4058

E se Brecht fosse negro? – Em busca de uma nova humanidade possível
Intervenção
dia 1º/12/2018
Este processo de imersão poético/político com o coletivo Legítima Defesa será aberto ao público em geral interessado em temas relacionados à negritude e seus desdobramentos poético-políticos. Ao final da imersão será apresentada uma intervenção criada a partir dessa provocação, construída sobre uma perspectiva afro-brasileira diáspórica da obra e dos procedimentos de Brecht. A intervenção é subvencionada pelo Prêmio Zé Renato de Teatro, da Secretaria Municipal de Cultura.
direção: Eugênio Lima – elenco: Eugênio Lima, Walter Balthazar, Luz Ribeiro, Jhonas Araújo, Gilberto Costa, Palomaris Mathias, Tatiana Rodrigues Ribeiro, Fernando Lufer, Luiz Felipe Lucas e Luan Charles – produção: Iramaia Gongora e Gabi Gonçalves

sábado, às 17h30 – 40min – 16 anos – Áreas de Convivência
grátis – sem necessidade de retirada de ingressos

*A intervenção será realizada após a imersão que acontecerá nos dias 27/11 a 1º/12, de terça a sexta, das 19h às 21h30, e sábado, das 14h às 16h30 – Sala de Ensaio 2