Abril/2014 – 50 anos do Golpe de 1964

Nessa seção, indicamos obras que abordam os temas pertinentes aos 50 anos do Golpe de 1964. Todos os livros estão disponíveis para empréstimo na Biblioteca.

1968: o ano que não terminou
autor: Zuenir Ventura
Obra mais notável do jornalista e escritor Zuenir Ventura, 1968 – O ano que não terminou traz de volta um período crucial da história brasileira, no qual se ergueram lealdades e bandeiras que, embora um pouco desbotadas, continuam sendo vistas no cenário político.

Cultura em trânsito: da repressão à abertura
autor: Elio Gaspari
Cultura em trânsito, com exceção do artigo de Elio Gaspari que abre livro, reúne textos de época escritos, no calor da hora, por autores que, cada um à sua maneira, viveram e pensaram criticamente as décadas de 1970 e 1980 – dos anos de chumbo à abertura. Heloisa, na universidade e na crítica literária, acompanhou, sobretudo, a produção alternativa, que atuava preferencialmente à margem, fora do circuito comercial e do alcance imediato da censura. Zuenir, nas reportagens cultural e comportamental, inventariou fenômenos já clássicos como o “vazio cultural”. Elio, no jornalismo político, desenvolveu lúcidas análises sobre a ditadura e a transição democrática. Os três se identificam na busca de saídas para os impasses políticos daquele momento e na coragem de registrar, em plena vigência da censura, focos de ação crítica e de resistência num momento especialmente delicado do processo de redemocratização do País, oferecendo um documento emocionante da história recente do Brasil.

1968: eles só queriam mudar o mundo
autores: Regina Zappa e Ernesto Soto
1968 foi um ano que se destacou entre todos os outros do século passado porque jovens do mundo todo lideraram protestos e descobriram novas formas de luta. Neste livro, os jornalistas Regina Zappa e Ernesto Soto fazem um passeio pelos principais acontecimentos do período, no Brasil e no mundo.
Organizado mês a mês, traz histórias saborosas, letras de músicas, listas de filmes e inúmeras fotos, além de entrevistas com Chico Buarque, Edu Lobo, Fernando Gabeira, entre outros. Este é um verdadeiro almanaque ilustrado da geração que disse não ao conformismo.

Nada será como antes
autora: Ana Maria Bahiana
O livro é um retorno musical a uma das décadas de maior efervescência cultural no País. O período era de governo militar e a censura estava em quase todos os lugares. “Tudo estava acontecendo secretamente, e a informação circulava entre as tribos”, diz Ana Maria Bahiana. Depois de trabalhar durante toda a década de 1970 como repórter de música, em jornais e revistas, Ana percebeu que tinha em mãos uma parte da história dessa geração que parecia não ter acontecido. E mais: algumas entrevistas censuradas na íntegra, e inéditas na imprensa, foram publicadas pela primeira vez no livro. Entre as reportagens de que os leitores foram privados, uma conversa com Chico Buarque sobre as composições não cantadas e as soluções engenhosas para driblar a censura.

 

Foto: João Mussolin

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