Ruído, com a Cia do Escombro

09 a 20/03

  • Quarta-feira a sábado, às 21h, e domingo, às 20h 
  • Haverá tradução simultânea em Libras nos dias 11, 13, 18 e 20/03  
  • Na Sala Jardel Filho 
  • Classificação Indicativa: 14 anos
  • Grátis 
  • Os ingressos estarão disponíveis na bilheteria uma hora antes de cada sessão. Para retirá-los, será necessário apresentar o comprovante de vacinação da Covid-19, com no mínimo duas doses. 

Em Ruído, a autora Mariana de Althaus, a partir de suas memórias, constrói um retrato de pessoas comuns que aprenderam a viver em um país autoritário, assombrado pela inflação, apagões, falta de água, escassez, violência e terrorismo. O cenário da peça é o Peru dos anos 1980 e aponta para o anseio do diretor Daniel Aureliano de trabalhar com autoras e autores latino-americanos contemporâneos ainda pouco conhecidos no Brasil. O elenco é composto por Amanda Rodovalho, Andrea Tedesco, Camilo Schaden e Priscilla Carbone. 

A personagem Augusta, mãe da família, assiste a televisão compulsivamente e se sente orgulhosa por conseguir vinho argentino via contrabando. “Nós usamos o universo dos anos 1980 e trouxemos para a cena as referências da televisão, que colabora com o discurso, com a narrativa. A dramaturgia propõe esse debate, como esse meio pode alienar e moldar a forma como vivemos. A influência da televisão nos anos 80 é muito decisiva e ainda presente na atualidade”, analisa Aureliano.

A família de Augusta, formada pelos filhos, Augustinho e Augustinha, é geniosa, divertida e irônica, mas um fracasso como seres sociais. As relações trazidas à tona pelas personagens mostram um mundo em que os indivíduos se encontram cada vez mais apartados de seu ambiente social e anestesiados em relação ao que acontece ao redor. 

Nos anos 1980, o Brasil ainda vivia ecos do regime autoritário e ditatorial instalado na década de 1960 pelo governo militar. Situações análogas se deram em muitos países da América Latina no mesmo período. No Peru, especialmente, além da repressão, havia a ameaça do terrorismo. O “ruído” ameaçava em muitos lugares. Na montagem da Cia dos Escombros, a direção procura um paralelo com o que acontece atualmente no Brasil. “Vivemos uma instabilidade política. A isso se soma, a experiência pandêmica – mais um toque de recolher, um ruído que nos constrange a esperar a hora de sair de casa, em segurança e liberdade – ainda que ilusórias”, diz Daniel Aureliano.

Contemplado pelo ProAC n°01/2020 da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, Ruído combina uma situação aparentemente prosaica a lampejos cômicos e absurdos, como os trabalhos anteriores da Companhia, Pornoáudio (2016) e Olfato (2018). A peça narra a história de uma mulher, identificada como “Vizinha”, que, impedida de voltar à sua casa, por conta do toque de recolher, termina passando a noite na casa de uma família de vizinhos. Com sons (ruídos) que vão ajudando a construir a dramaturgia, ela não consegue voltar e espera notícias do lado de fora.

“Esse texto chegou até mim por sugestão da Priscilla Carbone, que é do elenco da companhia. Quando li a primeira vez, achei interessante reforçar que, embora sejamos países diferentes e temos a barreira da língua, há situações comuns que ocorreram na América Latina, como a Ditadura Militar e o constante fantasma desse período que está presente no nosso cotidiano”, revela Daniel Aureliano sobre a peça, que marca sua estreia como diretor.

Ficha técnica 

Dramaturgia: Mariana de Althaus | Direção artística: Daniel Aureliano | Tradução: Camilo Schaden e Daniel Aureliano | Elenco: Amanda Rodovalho, Andrea Tedesco, Camilo Schaden e Priscilla Carbone | Direção de arte: Clau Carmo | Desenho de luz: Laiza Menegassi | Desenho de som: Edson Secco | Composições originais: Camilo Schaden | Criação audiovisual: Bruno Sperança | Orientação para estudos latino-americanos: Ana Julia Marko | Arte gráfica e social media: Macondo Design | Foto: Omailto Studio | Tradução simultânea em Libras: Oliveira Libras | Idealização: Daniel Aureliano e Priscilla Carbone | Assessoria de imprensa: Canal Aberto – Márcia Marques | Produção: Muchas Gracias Produções – Daniel Aureliano | Realização: Cia. do Escombro.

@daniel_aureliano_ | @amandarodovalho | @tedesco.andrea04 | @camiloschaden | @pri.carbone 

 

 

 

A programação acontecerá de acordo com os protocolos de segurança estabelecidos pelas autoridades sanitárias em prevenção à propagação do vírus da Covid-19, sendo obrigatório o uso de máscara e a apresentação do comprovante de vacinação (físico ou digital) com no mínimo duas doses.

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Obrigatório comprovante de vacinação.

É obrigatório o uso de máscara.

O álcool gel estará disponível no local.

Respeitar distanciamento 1,5m a 2m.

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