Festival Criação, estética e saberes ancestrais

23 a 27/10

  • de sábado a quarta
  • sempre às 19h
  • no Facebook do Centro Cultural São Paulo
  • gratuito

Criação, estética e saberes ancestrais é uma série de 5 encontros (no formato transmissão ao vivo), com a participação de sacerdotisas e sacerdotes do Candomblé e artistas reconhecidas(os) na literatura, fotografia, música e dança negra contemporânea. A riqueza simbólica e cultural das tradições de Matriz Africana na formação cultural brasileira e sua inserção nas mais variadas áreas de saberes e fazeres, como a música, a dança, a literatura, a moda, as artes visuais e etc., confirma a influência da estética africana em todas as áreas da vida artístico-cultural brasileira. 

Consoante à essa afirmação, a proposta que apresentamos pretende discutir processos e criações artísticas que se apropriam das concepções filosóficas e estético-visual das tradições de Matriz Africana. Um importante diálogo sobre arte e ancestralidade no espaço da produção cultural/intelectual contemporânea.

 

PROGRAMAÇÃO

Mesa 1 – Filosofia de vida e saber ancestral 

Onontochê Sandra de Xadantã, Mãe Neide de Oyá e Doné Oyassy conversam sobre a riqueza simbólica e estética do Candomblé brasileiro e a sua inserção nas mais variadas linguagens artísticas. Mediação Lids Ramos.

Mesa 2 – Oju Odara – Práticas fotográficas no Candomblé

Uma conversa com Ismael Silva e Regiane Rios sobre os olhares e representações do sagrado na fotografia contemporânea. Mediação de Roniel Felipe.

Mesa 3 – Oralitura – As águas de Mãe Beata de Yemonjá (1931-2017) 

Bate-papo com Aderbal Ashogun Moreira, Elaine Marcelino e Lande Onawale sobre a produção literária de Mãe Beata e a importância de seu trabalho na valorização da sabedoria das comunidades de Terreiros de Candomblé, assim como,  a contribuição para uma educação antirracista. Mediação de Marciano Ventura.

Mesa 4 – Música e ancestralidade

Todo baile Black tem um pouco de Terreiro, será uma conversa entre o Dj Edurado Brechó e a musicista Fefe Camilo sobre a conexão dos ritmos gestados nos batuques, cantos e corpos às vivências ritualísticas dos bailes blacks contemporâneo. Mediação de Raquel Almeida.

Mesa 5 – Pé de dança: dança negra contemporânea a partir do olhar das artistas Leandra Silva, Carol Rocha. 

Uma conversa sobre pesquisa, performance e processos artísticos. Mediação de Márcio Folha.

  

MINIBIOS DOS CONVIDADOS

Mãe Neide

Neide Ribeiro de Oliveira, é natural de Jaboticabal, Interior de São Paulo, com 77 anos. Mãe Neide, como é conhecida nacionalmente, iniciou sua vida no Culto aos Orixás em 1964 em São Paulo, Capital. Em1988, em Ribeirão Preto – SP, inaugurou a Egbe Awo Ase Iya Mesan Ficha Ténica Orun (Comunidade Religiosa da Mãe dos Nove Mundos), onde vive até os dias de hoje. É fundadora do Centro Cultural Orunmilá e do Afoxé Omo Orunmilá.

Onontochê Sandra de Xadantã

(Diadema, SP) é Sacerdotisa do Vodun Boço Xadantã. Fundou o Kwê Mina Odan Axé Boço Da-Ho no dia 08/10/ 2011, onde preserva e cultua Voduns e Encantados, com raiz na casa Fanti Ashanti, colocando em pratica ensinamentos vivenciados dentro do Tambor de Mina. Atua nas lutas antirrascistas e nos movimentos de combate a intolerância religiosa.

Eduardo Brechó

É Ogã do Egbe Awo Ase Iya Mesan Orun, músico, compositor, DJ, e, também, integrante da banda Aláfia. Apresenta o programa Da Caixa Pra Fora na Rádio Mixtura que vai ao ar toda terça-feira.

Fefê Camilo

É Ekede do Ile Asè Azòónadó (SP), musicista, percussionista, educadora, arte-educadora, diretora artístico e musical, pro- dutora e contabilista. Participou como percussionista e baterista de vários musicais teatrais, viajando pelo Brasil com os grupos Teatro de Tábuas, Coletivo Negro, Grupo Clariô de Teatro, Núcleo Caboclinhas, entre outros. Participou da gravação do cd de vários grupos de teatro e musicais tais como Clarianas, Coletivo Negro, Frente 3 de fevereiro e do Bloco Afro Afirmativo Ilu Inã. Participou como percussionista e baterista de várias bandas e grupos como Bloco Afro Ilê Aiyê, Beat16, Dj Hum, Solo.com – Valquíria Rosa, Plataforma Bon’d Black, Quintal de Iaiá, Clarianas, Samba Negras em Marcha, Erica Azeviche, entre outros. Como chefe de Naipe de percussão da Orquestra Sinfônica de Taboão da Serra e do Grupo de Camara da Escola Municipal de Música de Taboão da Serra de 2007 à 2009 participou de concertos. É fundadora do Bloco Afro Afirmativo Ilu Inã.

Carol Ewacy

(Caroline Nicácio da Rocha) Mãe do Amon, Caroline Rocha é performer, professora de Pilates, bailarina e pesquisadora das danças negras. Uma conhecedora da ancestralidade e do corpo, viu na maternidade e na experiência do par- to, uma chance para aprofundar os estudos no corpo e facilitar processos de consciência corporal para outras mulheres. Fez parte do Grupo Afro II, Batakerê, Capaulanas entre outros.

Lande Onawale

Munzanzu (BA) é escritor, compositor, militante do Movimento Negro e Tata Xikarangoma no Terreiro Nzo Onimboya (BA).

Marciano Ventura

É editor e criador da Ciclo Contínuo Editorial. É também Ogã Ashogun do Ilê Axé de Yansã, Araras/SP.

Doné Oyassy

Rosa Maria Virgolina da Silva – Doné Oyassy é dirigente do Ilê Axé de Yansã, localizado no Sítio Quilombo Anastácia, em Araras/ SP. Yalorixá, cantora, compositora e vendedora de Acarajé. É também liderança na área da cultura, na luta das mulheres, especialmente as mulheres negras, e das Tradições de Matriz Africana no interior do estado de São Paulo.

Marcio Folha

É Ogã do Ilê Axé de Yansã (SP), escritor, ilustrador, capoeirista angoleiro, bailarino e Mestre em educação pela Unesp – Rio Claro/ SP. Publicou o livro em HQ – Histórias de Tio Alípio e Kauê – O beabá do berimbau (2a ed. 2018).

Regiane Rios

(pesquisadora/fotógrafa – BA) Formada em Comunicação Social. Reside em Salvador, atua como fotógrafa freelancer com ensaios, pautas jornalísticas, além da comercialização de quadros. Seu trabalho apresenta perspectivas sobre os territórios de terreiros de candomblé, assim como passeia pelas festas populares da Bahia, flertando com feiras livres, ruas e vielas. Exposição individual: Olhar Passageiro, TV Ônibus, Salvador, BA, Brasil (2020). Exposição coletiva: Aqui e Agora, Doc Galeria, exposição online Pequeno Encontro da Fotografia, exposição online (2020).

Aderbal Moreira

(RJ) é Ashogun do Ilê Omiojuaro (RJ), Mestre de Cultura Tradicional dos Povos de Terreiro, artista plástico, músico, produtor cultural e filho biológico de Mãe Beata de Yemonjá. É também articulador da Rede Nacional de Cultura Ambiental Afro-Brasileira.

Elaine Marcelina

Nascida no Rio de Janeiro, é graduada em História, mestre em História e roteirista. Tem seis livros publicados, dentre eles Mulheres Incríveis, As coisas Simples da Vida e Beata: A menina das águas (infantil). Participou de várias antologias, com destaque a série “Cadernos Negros”Escreve regularmente no blog: www.mulheresincriveis.blogspot.com

Ismael Silva

(pesquisador/fotógrafo – BA) Mestrando em Antropologia, pela Universidade Federal da Bahia. Fotografo documental. Realizou pesquisa intitulada Retratos da Bahia de Pierre Verger e a Representação do Negro na Fotografia Brasileira.

Lançou, em 2021, a exposição “Emi Orum – o Sopro Celestial”, que reúne 25 fotografias que expressam a defesa do autocuidado sob a perspectiva das religiões de matriz africana em tempos de pandemia.

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Roniel Felipe

é graduado em jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas e com textos e fotografias publicadas em veículos diversos, Roniel Felipe estreou como escritor em 2013, com “Negros Heróis: histórias que não estão no gibi” e, em 2015, foi responsável por mais duas obras: “Contos Primários de um Mundo Ordinário” e o livro “Mudando a Rotina para Exercer Cidadania”. Em 2017, lançou uma coletânea de contos e fotografias batizada como “Coisas que nunca contei, mas por sorte fotografei”. No ramo audiovisual, Roniel escreveu e dirigiu os curtas-metragens “Largo do Arouche 127, 2A”, baseado em um conto de seu último livro, “A Herança”, que aborda o racismo em Campinas-SP e “Era uma vez após a cura”, obra que aborda o impacto das igrejas pentecostais.

Leandra Silva

é dançarina, coreógrafa e jornalista. Atua na criação e condução de processos artísticos a partir de singulares tecnologias ancestrais.  É diretora da Cia de arte Verve, onde concebeu  o espetáculo de dança afro-contemporânea Déjà Vu Afrofuturista 1º Ato – Ancestralidade High Tech. É realizadora da imersão em dança-afro contemporânea. Atualmente está em processo de criação da perfomance Firmamento.

Raquel Almeida

é Vodunci IIzadjonkwè no Kwê Mina Odan Axé Boço Da-Ho, poeta, escritora, arte-educadora e produtora cultural. Co-fundadora do Coletivo literário Sarau Elo da Corrente, grupo que atua no bairro de Pirituba. Autora de Contos de Yõnu, 2019, Sagrado Sopro – do Solo que Renasço (poemas), 2014 e Duas Gerações Sobrevivendo no Gueto (poemas) – coautora Soninha MAZO -, 2008.

Lids Ramos

(SP) é Voduncy no Ilê Axé de Yansã, poeta, produtora cultural e gestora de projetos. É fundadora do Sarau da Ademar, desde 2008. Tem participação das antologias: Antologia Sarau Poesia na Brasa II, III e IV; Pelas Periferias do Brasil vol. III (org. Alessandro Buzo); Primeiras Prosas – Sarau da Ademar; Saraus, livro traduzido para o espanhol e lançado em Buenos Aires na 40ª Feira Internacional Del Libro; é coautora do livro Roube-me, por favor, com Henrique Godoy e Carolina Teixeira.

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