Sobre o Dia Internacional da Mulher

O 8 de março vem anual e mundialmente renovar a luta das mulheres na busca por igualdade de gênero, como proposta pelo Feminismo. É preciso que cultura e arte sejam aliadas dessa luta, criando espaços de expressão que não só contemplem o “ser mulher” em sua majestosa diversidade – de corpos, cores, performances e narrativas -, mas também tornem a informação acessível e possibilitem a concepção e a construção, com naturalidade, de um mundo futuro mais diverso, seguro e igualitário onde todes são bem vindes. Mas como pensar as mulheres e a cultura em 2021?

É seguro dizer que no nosso tempo cultura e arte são companhias valiosas, seja para confrontar os fantasmas das paredes em isolamento, seja para encher de coragem o peito de quem não tem a opção de ficar em casa. As manifestações culturais, sobretudo online, estão sendo coadjuvantes essenciais para que tenhamos acesso a narrativas de esperança e válvulas de escape para as inseguranças dos nossos tempos. Nesse cenário, cabe ressaltar a importância do trabalho de Teresa Cristina, artista, cantora, carioca e mulher que, com suas lives diárias e bem humoradas de temáticas diversas (que vão desde sambas-enredo até clássicos dos anos 70), tem sido essencial para a manutenção da esperança e resiliência de vários brasileiros. 

É, entretanto, necessário pontuar que a luta pela igualdade de gênero e de combate ao machismo não se restringe a um dia ou mês do ano. A realidade das mulheres em toda a sua interseccionalidade demanda coragem, disposição e muita energia para se afirmar por sobre os riscos, os papéis de gênero e os estereótipos que brotam a cada esquina. Por isso, é necessário que a desconstrução dos estandartes machistas seja uma pauta natural e constante, que leve informação acessível para todas as pessoas de tantas formas quanto for possível – pois quanto mais pontos de vista forem contemplados, melhor.

Feminismos em Fricção com Capulanas Cia. de Arte Negra, 2019 (Foto: João Silva)

Pensando nisso, o CCSP desenvolve programações fixas sobre o assunto, que contemplam a pauta feminista considerando a interseccionalidade e diversidade. Confira a seguir as programações sobre a mulher na cultura que ganharam formatos virtuais em 2020:

>> Feminismos em Fricção é uma série de encontros com debates e apresentações artísticas sobre o universo do feminismo e abrangentes das questões de gêneros, de identidades e da cultura. Clique aqui para assistir um debate dessa programação inspirado na trajetória do movimento feminista.

>> O Festival Mês do Rock foi uma programação online pautada na diversidade desse gênero musical, com forte presença de artistas do gênero feminino. Participaram nomes de destaque na música brasileira, como Letrux, Anelis Assumpção, Ava Rocha, Karina Buhr e Jadsa. Clique aqui para conferir os registros dessa programação no YouTube do CCSP.

>> O Cine Sapatão é uma iniciativa da curadoria de cinema do CCSP que busca trazer pautas de lesbianidade a partir de várias óticas sociais e identitárias. Agora na quarentena, essa programação se desdobrou em lives de transmissão de filme e debate. Clique para conferir uma edição na qual conversam Deyse Mara e Mariana Campos.

>> Equipe de base Warmis – Convergência das Culturas é um coletivo de mulheres voluntárias, imigrantes, primordialmente sul-americanas, que empreende ações que buscam a melhoria das condições de vida de suas comunidades. A ação do coletivo, que acontecia no CCSP regularmente, está suspensa em função do isolamento social; mas você pode conferir o debate O Comunitário em seus Encontros Interculturais.

>> Acesse também artigos sobre representatividade da mulher na arteliteratura produzida por mulheres.


Texto: Isabela Pretti

Capa: Feminismos em Fricção com Capulanas Cia. de Arte Negra, 2019 (Foto: João Silva)

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