#BibliotecasCCSP: Homenagem a Maria Firmina dos Reis

Por ocasião do Dia da Mulher Negra, celebrado em 25 de julho, a equipe das Bibliotecas do CCSP presta homenagem à escrita da primeira romancista negra brasileira, precursora do romance abolicionista, Maria Firmina dos Reis. Indicamos a leitura de Úrsula e Outras Obras ao lado de uma seleção de textos online sobre sua vida e obra:

O Dia da Mulher Negra é uma data inspirada no Dia Internacional da Mulher Negra Latino- Americana e Caribenha comemorado na mesma data, que também marca no Brasil o Dia Nacional de Tereza de Benguela, rainha quilombola que viveu durante o século 18 na região onde é hoje o estado do Mato Grosso. Sob sua liderança, as comunidades negra e indígena resistiram à escravidão por duas décadas, perdurando até 1770, ano em que o quilombo foi destruído.

Ao longo da história, as mulheres negras sofreram opressões maiores que as mulheres brancas. Foram desumanizadas pelo sistema escravista, cujos vestígios da segregação e da inferiorização social e cultural constituíram desigualdades perpetuadas até os dias atuais. Quando refletimos sobre a falta de acesso ao ensino e à educação formal durante o Brasil Colônia e Império pela população negra em geral, torna-se importante lembrar a trajetória de escritoras negras que confrontaram essa realidade; caso da escritora Maria Firmina dos Reis que atualmente adquire reconhecimento em meio às reivindicações pela representatividade feminina negra na literatura e na sociedade.

Úrsula: Romance Original Brasileiro foi recuperado no ano de 1962 pelo historiador paraibano Horácio de Almeida que, através de pesquisas, conseguiu fazer a relação do pseudônimo “Uma Maranhense” com o nome de Maria Firmina dos Reis. Lançada em 1859, a obra é precursora do romance abolicionista brasileiro, anterior a Navio Negreiro, de Castro Alves (1869) e A Escrava Isaura, de Bernardo Guimarães (1875). A escritora privilegiou em sua narrativa a memória dos personagens escravizados, notadamente contrária à representação que as elites disseminavam.

A primeira resenha do romance foi feita pelo jornal de época A Imprensa que pode ser acessado aqui.

Momentos antes da Lei Áurea ser assinada, Maria Firmina dos Reis publicou o conto A Escrava, no periódico Revista Maranhense, um texto de linguagem mais direta que, através de uma ficção, descreve o regime escravista como uma hidra que envenena e um abutre que corrói a sociedade. O conto A Escrava pode ser lido na íntegra no Portal Literafro.

Além de escritora, Maria Firmina dos Reis foi a primeira mulher a ser aprovada em um concurso público no Maranhão para o cargo de professora de primeiras letras e fundou uma das primeiras escolas mistas da região; era também uma intelectual conhecida pela imprensa maranhense da segunda metade do século 19 devido aos textos de sua autoria que circularam nos jornais.

Úrsula

Úrsula e Outras Obras, publicada pela Edições Câmara, pode ser lida gratuitamente no site da Amazon.

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Informações importantes sobre a escritora e os estudos atuais realizados sobre sua vida e obra foram reunidos no site MariaFirmina.org.

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